PAVLOVA: UM PECADO GASTRONÔMICO QUE VALE CADA MINUTO A MAIS NA ESTEIRA!!!
Descobri a maravilhosa sobremesa chamada PAVLOVA em um programa de gastronomia (só para variar né? kkkkk ). Achei a receita, que mistura merengue, chantily e frutas, uma tentação!! Mesmo eu que procuro sempre receitas mais leves, menos calóricas, não resisti e quis muito experimentar essa delícia, já prevendo mais tempo na academia para gastar os extras...kkkkk.
Antes da receita, no texto abaixo, que retirei do jornal Estado de São Paulo, saiba um pouquinho mais sobre a origem dessa sobremesa divina:
"Quando a bailarina russa Anna Pavlova (1881-1931) estava em cena, sua graça e agilidade seduziam a platéia. Ninguém conseguia tirar os olhos dela. Foi a primeira intérprete de A Morte do Cisne, o mais célebre solo da história da dança, e também a melhor dançarina de Giselle, jóia do balé romântico. Até hoje a evocam pela leveza de movimentos e lirismo interpretativo, que revelou nessas e em outras exibições. Graças a Anna Pavlova, o balé clássico se tornou mais popular, interrompendo um período de letargia.
A bailarina que parecia ''''levitar no palco'''' foi homenageada com uma sobremesa também delicada e leve. Obviamente, batizaram-na Pavlova. Resume-se a um merengue no qual claras de ovos são batidas intensamente e, ao se tornarem firmes, recebem açúcar, uma pitada de sal, um pouco de amido de milho (Maisena) e um toque de vinagre; após assar no forno e terminar de esfriar, o doce é coroado com chantilly e frutas de diferentes cores e sabores. Há quem acrescente um pouco de sorvete de creme e, no final, um lance de licor de frutas (limão ou laranja) ou de vinho do Porto. Mas esses adereços não constavam na receita original. O efeito é divino! Dois países disputam a paternidade da receita e a transformaram em seu doce nacional: Austrália e Nova Zelândia. Anna Pavlova os visitou em 1926, apaixonando suas populações. Os australianos afirmam que a sobremesa foi inventada em 1935, em Perth, pelo chef Herbert Sachse, e denominada Pavlova por Harry Nairn, do The Esplanade Hotel, um fã inconformado com a morte da bailarina, ocorrida quatro anos antes. Já os neozelandeses sustentam que desde 1927 preparavam um doce chamado de Pavlova, porém com receita diferente. Garantem ainda que criaram em 1934, ou possivelmente antes, com outra denominação, o merengue cuja consistência lembra a do marshmallow. Em algum momento, que poderia ser inclusive em 1935, mas sempre precedendo os australianos, deram-lhe o nome da bailarina russa.
Seja originária da Nova Zelândia ou da Austrália, o que eu sei é que é bom demais e você deveria fazer aí na sua casa para experimentar!!! Garanto que vai ser um sucesso!!!
A foto é da que eu fiz hoje, pela primeira vez e deu super certo!! Foi a "chave de merengue" para fechar um almoço bem especial que preparei hoje. No cardápio: salada de folhas verdes; risoto de arroz negro com camarão e tomate seco acompanhando um belo filé de peixe com crosta de castanha do pará e molho a base de creme de leite e cúrcuma. Hoje eu estava inspirada...kkkkkkkkk!
Ingredientes:
150ml de claras de
ovo (cerca de 4 claras)
220g de açúcar
2 colheres de chá de amido de milho (Maisena)
2 colheres de chá de vinagre de vinho branco
200g de creme de leite fresco ou em caixinha próprio para chantilly
frutas variadas: morando, kiwi. manga
Preparação:
Ligue o forno regule-o para 150ºC.
Bata as claras em picos, mas não as deixe ficar demasiado duras. Acrescente
o açúcar aos poucos, batendo com a batedeira elétrica entre
cada adição de açúcar. As claras devem ficar completamente duras e muito
brilhantes (Se não atingiu este ponto, nem vale a pena colocar a mistura no
forno...)
Junte agora o amido de milho peneirado e o vinagre e mexa bem para envolver tudo de maneira uniforme.
Forre um tabuleiro com papel vegetal e desenhe um circulo com 18cm de diametro.
Coloque as claras dentro desse circulo e com a ajuda de uma espátula molde as
claras de modo a ficarem dentro do circulo e direitinhas, como se de um bolo se
tratasse.
Coloque a pavlova no forno e reduza-o para 120ºC. Deixe cozinhar a pavlova
durante 1h20 e evite abrir muitas vezes a porta do forno. Ao fim desse tempo
desligue o forno e deixe-a arrefecer completamente lá dentro antes de a retirar.
Bata o chantily e coloque no centro da pavlova
já completamente fria. Eu acrescentei ao chantilly, creem chesse batido com açúcar, ficou muito bom. Depois distribua as frutas que vc escolheu, eu coloquei morangos, kiwi e manga. Antes de colocar sobre o creme, marinei as frutas com uma redução de aceto balsâmico e açúcar mascavo, o sabor ficou ótimo!
Bom Apetite!